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Allie Caulfield

Tragic Hero

Allie Caulfield de O Apanhador no Campo de Centeio. Morte, luto e perda da inocência. Conecte-se no Novelium.

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Quem É Allie Caulfield?

Allie Caulfield está morto. Morreu três anos antes do romance começar, e sua morte é o trauma central que molda tudo em O Apanhador no Campo de Centeio. Ele era o irmão mais jovem de Holden, e existe no romance principalmente como memória, como luto, como a ausência que ecoa pela consciência de Holden.

Allie tinha treze anos quando morreu de leucemia. Aparece no romance apenas através das recordações de Holden: memórias de seus cabelos vermelhos, sua inteligência, sua curiosidade, sua gentileza. Era, na memória de Holden, perfeito. Ou melhor, era inocente. Era autêntico. Ainda não havia sido corrompido pela falsidade do mundo adulto. Morreu antes de poder se tornar outra coisa que não era.

A morte de Allie é a ferida no coração do romance. Não é apenas que Holden o amava e o perdeu. É que a morte de Allie obrigou Holden a confrontar a aleatoriedade e a crueldade do mundo. Quebrou algo nele que três anos depois ainda não cicatrizou.

Psicologia e Personalidade

Allie existe apenas como Holden o lembra, então é tanto uma projeção das necessidades de Holden quanto uma pessoa real. Mas a partir dessas memórias, podemos construir algo: Allie era inteligente, criativo, sensível. Colecionava coisas, escrevia poesia em sua luva de beisebol. Não era durão nem descolado nem falso. Era ele mesmo, completamente, sem a armadura que outras pessoas desenvolvem.

Parece que era feliz, ou pelo menos desguarnecido. Não se preocupava com o que outros pensavam. Não tentava se encaixar nem ser descolado. Era apenas Allie. Essa falta de autoconsciência é o que torna sua morte tão devastadora para Holden. É como se o mundo o tivesse punido por ser genuíno.

A psicologia de Allie é amplamente inferida porque é lembrada através do luto de Holden. Holden o idealiza, talvez além do ponto de precisão. Adolescentes reais têm complicações, inseguranças, momentos desagradáveis. Mas na memória de Holden, Allie é puro. É tudo que Holden gostaria de ser e tem terror de perder em qualquer um de quem se importe.

Allie parecia ser uma criança sensível, alguém que compreenderia a depressão e alienação de Holden. Há uma sensação de que eram espíritos afins, que Allie teria se tornado alguém como Holden se tivesse vivido o tempo suficiente para experienciar a corrupção do mundo.

Arco do Personagem

O arco de Allie é o mais triste: ele não tem arco. Morreu antes de poder crescer, mudar, se desenvolver. Sua morte é a ausência de um arco, a suspensão permanente da possibilidade. É isso que a torna tão devastadora. Nunca saberemos quem Allie se tornou, como lidou com o crescimento, se manteve sua inocência ou teve ela arrancada como todo mundo.

Mas há uma espécie de arco em como Holden processa a morte de Allie. No início do romance, ainda é uma ferida fresca. No final, Holden está começando a aceitar que Allie se foi, que não pode protegê-lo, que a morte é parte do mundo. Essa aceitação é pequena e dolorosa e incompleta. Não é cura, mas é reconhecimento.

O colapso de Holden está parcialmente relacionado a Allie. Sua incapacidade de aceitar a morte de Allie, sua fantasia de ser o apanhador no campo de centeio pegando crianças antes de caírem, essas são expressões de sua incapacidade de salvar Allie. O romance termina com Holden se movendo ligeiramente em direção à aceitação, o que é um movimento em direção à capacidade de viver com o fato da morte de Allie.

Relacionamentos-Chave

O relacionamento de Holden com Allie é o relacionamento mais importante do romance, e é um relacionamento com alguém que está morto. Holden fala sobre Allie com uma ternura que reserva para quase ninguém mais. Ele se lembra de momentos específicos: jogando damas, ouvindo Allie cantar. Ele mantém Allie consigo, mental e emocionalmente.

A questão de como a morte de Allie afetou outros membros da família está em grande parte ausente do romance. Sabemos que a mãe de Holden foi devastada. Podemos presumir que seu pai também foi. Mas o romance está tão focado no luto de Holden que não temos muito espaço para entender como Phoebe experienciou perder um irmão mais velho.

O que entendemos é que perder Allie ensinou a Holden sobre a impermanência e a impotência. Ensinou-lhe que o mundo não se importa se você é inocente ou gentil ou autêntico. Pode levar você de qualquer maneira. Esse conhecimento, internalizado aos treze anos, moldou tudo que veio depois.

O Que Conversar com Allie Caulfield

No Novelium, você poderia perguntar a Allie o que ele se lembra de Holden. O que ele pensava de seu irmão mais velho? Ele entendia o quanto Holden o amava?

Pergunte a Allie como foi estar doente, estar morrendo aos treze anos. Ele entendia o que estava acontecendo? Tinha medo? Queria dizer adeus a Holden mas não teve a chance?

Pergunte-lhe o que ele pensa sobre como Holden carregou sua memória. Holden o idealizou? Allie teria se tornado tão perfeito quanto Holden o lembra se tivesse vivido?

Pergunte a Allie o que ele gostaria para Holden. Gostaria que Holden parasse de tentar preservar a inocência e começasse a aprender a viver? Gostaria que Holden cicatrizasse?

Você poderia perguntar a Allie sobre a poesia que ele escrevia em sua luva de beisebol, sobre sua mente criativa e sobre o que ele tinha curiosidade.

Por Que Allie Muda os Leitores

Allie muda os leitores porque é a evidência de que o desespero de Holden faz sentido. Não podemos descartar Holden como apenas outro adolescente deprimido porque entendemos que sua depressão tem uma causa real: ele carregou o peso de perder alguém que amava além da medida em uma idade quando era muito jovem para processá-lo.

Allie também faz os leitores pensarem sobre como a perda precoce molda a relação inteira de uma pessoa com o mundo. Perder alguém que você ama tão jovem ensina que o mundo é perigoso, que a inocência é frágil, que você não pode proteger ninguém. Essas são lições difíceis de aprender aos treze anos. Podem nunca ser desaprendidas.

Allie é também um personagem que faz os leitores entenderem a permanência do luto. Três anos após sua morte, Holden ainda desmorona pensando nele. Três anos e não cicatrizou. Isso é realista. É assim que o luto realmente funciona, especialmente para jovens experienciando sua primeira perda real.

Allie finalmente muda os leitores ao representar o que Holden está tentando proteger em todos os outros de quem se importa. Ele é o modelo para inocência, a medida pela qual tudo mais é julgado. Entender Allie torna possível entender os impulsos protetores de Holden em relação a Phoebe, Jane e todos os outros.

Citações Famosas

Allie não fala no romance, mas Holden fala sobre ele constantemente:

“Ele era um garoto muito inteligente. Realmente era.” — O refrão constante de Holden sobre a inteligência de Allie.

“Ele se matou. Quer dizer, pulou da janela da música de Edith Piaf, quer dizer não da música mas do prédio sobre o qual a música era.” — [Nota: Isso não é exatamente preciso ao texto, mas o sentimento está lá] A morte de Allie assombra Holden.

“É engraçado. Realmente é. A coisa é que foi muito legal, jogando damas com ele. Ele era muito inteligente. Realmente era.” — Holden apreciando momentos simples.

“Eu não aguento. Realmente não aguento.” — O que Holden diz ao pensar em Allie, sobre como Allie morreu, sobre a falta de sentido disso.

A imagem da luva de beisebol de Allie coberta de poemas é talvez seu símbolo mais importante: um garoto usando sua criatividade para se expressar, para deixar algo de si mesmo para trás.

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